Prêmio Jabuti
Melhor Livro de Romance
1º lugar - "O Filho Eterno", de Cristovão Tezza (Record)
2º lugar - "O Sol se Põe em São Paulo", de Bernardo Teixeira de Carvalho (Cia. das Letras)
3º lugar - "Antônio", de Beatriz Bracher (Editora 34)
Melhor Livro de Poesia
1º lugar - "O Outro Lado", de Ivan Junqueira (Record)
2º lugar - "O Xadrez e as Palavras", de Marcus Vinicius Teixeira Quiroga Pereira (edição do autor)
3º lugar - "Tarde", de Paulo Fernando Henriques Britto (Cia. das Letras)
Melhor Livro de Contos e Crônicas
1º lugar - "Histórias do Rio Negro", de Vera do Val (Martins Fontes)
2º lugar - "A Prenda de Seu Damaso e Outos Contos", de Jorge Eduardo Pinto Hausen (edição do autor)
3º lugar - "Fichas de Vitrola", de Jaime Prado Gouvêa (Record)
Melhor Livro de Reportagem
1º lugar - "1808", de Laurentino Gomes (Planeta do Brasil)
2º lugar - "O Massacre", de Eric Nepomuceno (Planeta do Brasil)
3º lugar - "Bar Bodega: Um Crime de Imprensa", de Carlos Dorneles (Globo)
Melhor Livro de Biografia
1º lugar - "Rubem Braga: Um Cigano Fazendeiro do Ar", de Marco Antonio de Carvalho (Globo)
2º lugar - "D. Pedro II", de José Murilo de Carvalho (Cia. das Letras)
3º lugar - "O Texto ou a Vida", de Moacyr Jaime Scliar (Bertrand Brasil)
Melhor Capa
1º lugar - "Ensaios Sobre o Medo", por Moema Cavalcanti (Senac SP/Sesc SP)
2º lugar - "Alexandre Herchcovitch (Coleção Moda Brasileira - Vol. 1)", por Elaine Ramos (Cosac Naify)
3º lugar - "Vende-se uma Família", por Socorro Acioli (Demócrito Rocha)
Melhor Livro Infantil
1º lugar - "Sei por Ouvir Dizer", de Bartolomeu Campos de Queirós (Edelbra)
2º lugar - "O Menino que Vendia Palavras", de Ignácio de Loyola Brandão (Objetiva)
3º lugar - "Zubair e os Labirintos", de José Roger Soares de Mello (Cia. das Letras)
Melhor Livro Juvenil
1º lugar - "O Barbeiro e o Judeu da Prestação Contra o Sargento da Motocicleta", de Joel Rufino dos Santos (Moderna)
2º lugar - "Tão Longe... Tão Perto", de Silvana de Menezes (Editora Lê)
3º lugar - "Mestres da Paixão - Aprendendo com Quem Ama o que Faz", de Domingos Pellegrini (Moderna)
Melhor Tradução
1º lugar - "Hipólito e Fedra - Três Tragédias", por Joaquim Brasil Fontes (Iluminuras)
2º lugar - "Beowulf", por Eric Ramalho (Tessitura)
3º lugar - "Agamêmnon", por Trajano Vieira (Perspectiva)
Melhor Livro Didático e Paradidático de Ensino Fundamental ou Médio
1º lugar - "O Alienista (Graphic Novel)", de Fábio Moon e Gabriel Bá (Agir)
2º lugar - "Coleção História em Projetos - 4 Volumes", de Conceição Oliveira e Carla Miucci (Ática)
3º lugar - "Série (En)Cantos do Brasil (Caminho das Pedras; No Coração da Amazônia; Faces do Sertão), de Shirley Souza, Manuel Filho e Luís Fernando Pereira (edição do autor)
Melhor Livro de Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes
1º lugar - "Noticiário Geral da Photographia Paulistana: 1839-1900", de Paulo Cezar Alves Goulart e Ricardo Mendes (Imprensa Oficial)
2º lugar - "Rua do Lavradio", de Eliane Canedo de Freitas Pinheiro (Andrea Jakobsson Editorial)
3º lugar - "Caixa Tunga", de Tunga (Cosac Naify)
Melhor Livro de Teoria/Crítica Literária
1º lugar - "Proust: A Violência Sutil do Riso", de Leda Tenório da Motta
(Perspectiva)
2º lugar - "A Formação do Romance Inglês: Ensaios Teóricos", de Sandra Guardini Vasconcelos (Aderaldo & Rothschild Editores)
3º lugar - "Riso e Melancolia", de Sérgio Paulo Rouanet (Cia. das Letras)
Melhor Projeto Gráfico
1º lugar - "As Moedas Contam a História do Brasil", por Marcelo Aflalo (Magma Cultural)
2º lugar - "Roteiro Prático de Cartografia: Da América Portuguesa ao Brasil Império", por Angela Dourado e Bernardo Lessa (UFMG)
3º lugar - "A Fera na Selva", por Luciana Facchini (Cosac Naify)
Melhor Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
1º lugar - "Toda Criança Gosta...", por Mariana Massarini (Manati)
2º lugar - "João Felizardo - O Rei dos Negócios", por Angela-Lago (Cosac Naify)
3º lugar - "Poeminha em Língua de Brincar", por Martha Barros (Record)
Cinema e cultura para cinco mil alunos
Projeto exibe filmes, trazendo diretores e atores brasileiros para
conversar com alunos na presença de educadores. A meta é motivar o
cineclubismo e complementar a educação formal com a forte ferramenta
cultural e de identificação do cinema
Complementar a educação formal com a exibição de filmes brasileiros
têm sido a prática do Projeto Lanterninha, que, desde o último mês de
março, trabalha em nove instituições de ensino da capital baiana. A
ação atinge a uma rede de cinco mil alunos. Por semana, mil e
quinhentos deles assistem às programações e participam das atividades
do projeto.
O Lanterninha já promoveu nove semanas de exibições, distribuídas nos
três turnos em todos os nove colégios da rede estadual que integram a
iniciativa. Além da projeção dos filmes, o trabalho garante a
participação de palestrantes trazidos de várias partes do país. Por
semana, duas escolas recebem as projeções especiais com convidados,
que incluem representantes dos filmes e educadores.
Os atores Nelson Xavier, Gustavo Falcão, o cantor Riachão, os
cineastas João Jardim e José Araripe Jr., além de produtores dos
filmes, são alguns dos convidados que participaram do projeto. Eles
conversaram, com a presença de educadores, com os alunos das escolas.
Os encontros motivaram grupos e deram sustentação à principal meta do
projeto, formar cineclubes para que a prática continue, mesmo após o
encerramento das atividades do Lanterninha. Nove cineclubes estão
sendo articulados.
Continuidade -
Além das sessões e dos debates, o Lanterninha tem amparado o seu
trabalho com a distribuição de material gráfico e de uma homepage na
internet. São folders, cartazes e postais de divulgação do projeto,
além dos fanzines, que são publicações que trazem textos informativos
e dão espaço à produção dos alunos.
Na internet, o projeto mantém divulga as suas ações, inclusive com
farto registro fotográfico. O endereço do site é
www.projetolanterninha.com.br. Com mais esta ação, a coordenadora do
projeto, Maria Carolina diz que "o Lanterninha se cercou de todas as
maneiras para estabelecer uma rede, através de um trabalho sério e
contínuo, que vem apresentando resultados efetivos".
O Projeto Lanterninha tem sido destacado pela imprensa, desde notícias
nos periódicos diários, até matérias veiculadas na televisão. Todas
citam o pioneirismo e a qualidade da iniciativa. A ação conta com
patrocínio da Oi, apoio cultural do Oi Futuro, em parceria com o
programa FazCultura do Governo do Estado.
*Os 9 estabelecimentos de ensino integrantes do Projeto Lanterninha:
01. Colégio Central
02. Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior
03. Centro Educacional Carneiro Ribeiro (Escola Parque)
04. Colégio Estadual Aliomar Baleeiro
05. Colégio Estadual Manoel Devoto
06. Colégio Estadual Landulfo Alves
07. Colégio Estadual Luis Viana Filho
08. Colégio Estadual Anísio Teixeira
09. Estadual Luiz Tarquino
*Filmes já exibidos pelo projeto (um por semana nas nove instituições,
em 3 turnos):
01. Pro Dia Nascer Feliz
02. A Máquina
03. Meninas
04. Samba Riachão
05. Esses Moços
06. Bicho de Sete Cabeças
07. Do Luto à Luta
08. Narradores de Javé
09. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
Recomendo a leitura de "Índices de um cinema de poesia", de Érica
Savernini, Ed. UFMG, 254pp. O livro analisa a obra de três cineastas:
Pier P. Pasolini, Luis Buñel e K. Kieslowski a partir do famoso
texto-conferência de Pasolini sobre o tema. (Antônio Calçada, de
Petrópolis, RJ).
"O tradutor Boris Schnaiderman, 91 anos, concede entrevista especial a
Terra Magazine. Na conversa, fala de literatura russa, história e
política. Um dos principais tradutores do País, professor emérito da
USP, Schnaiderman analisa a experiência de traduzir Dostoiévski para o
português: "Às vezes traduzo algo que contradiz as minhas convicções
mais profundas", diz o tradutor do russo. Boris fala ainda de seus
novos projetos editoriais."
http://terramagazine.terra.com.br/
Sarau Amplificado em Juiz de Fora
"O Fogo Anda Comigo" (thefirewalkswithme.blogspot.com) tem como idealização um SARAU AMPLIFICADO, idéia esta muito presente no ambiente acadêmico juizforano, principalmente após apresentação do grupo "O Teatro Mágico" na praça cívica da UFJF. Os amantes da arte de Juiz de Fora, Zona da Mata Mineira, se deparam com a frustração diária de ver seus espaços de exposição e debates sendo diminuídos dia após dia.
Este Sarau Amplificado viu terra fértil no mundo dos blogs na internet. Pode-se constatar uma gama enorme de poetas, ótimos poetas, com seus espaços individuais na rede, uma vez que construir um blog não é tarefa difícil nos dias atuais. Estes poetas, apaixonados pelo que fazem, apresentam necessidade de expor suas obras a partir de alguma ferramenta, porém trabalham de forma desordenada e individual.
O Fogo Anda Comigo tenta unir estes bons e novos poetas na representação maior deste talento pouco focado. Unidos, eles podem se fazer presentes e transpor às barreiras que a intelectualidade se depara nos dias atuais ao tentar se manifestar. Busca-se um ponto de encontro para aqueles descontentes com a cultura de massa, por um dos poucos meios de verdadeira liberdade de expressão em nosso tempo.
Nota-se poetas capazes de transmitir sua verdadeira pessoa em versos: bela, ardente, humana. Verdadeiros talentos que merecem ter, e agora o têm, um espaço para exposição e discução de sua arte. |